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domingo, 10 de abril de 2011

Missões e o Islamismo: tolerância aos missionários cristãos (Missions and Islam: Tolerance to Christian missionaries)



É sabida pelas agências missionárias transculturais da dificuldade que muitos missionários têm em pregar o evangelho em outras nações. Além de fatores como a aculturação, o risco de choque cultural, está a perseguição impetrada pelos países que não aceitam a pregação de outra religião, senão aquela imposta pelo governo do seu país. Esses países levantam obstáculos difíceis para aqueles que desejam obedecer ao mandato de Jesus: “Vão e façam discípulos em todas as nações...” (Mateus, 28:19). 

Nesses países fechados a outras religiões, caso o estrangeiro seja pego pregando algo diferente da religião local é expulso. Por isso é difícil para os missionários transculturais explicitarem a sua vida religiosa. Na maioria das vezes cultuam em esconderijos subterrâneos, ainda assim correndo o risco de alguém delatar as autoridades - o que seria o fim da missão. Quando o evangelho é aceito por alguém nativo o problema se torna maior. Ele pode ir para a cadeia ou até mesmo receber a pena de morte para causa da sua nova crença.

O fato é que os países mulçumanos – principais perseguidores dos cristãos – não têm atentado para a sua própria religião. Segundo o pacto de Najran, documento redigido na época de Maomé (570-632 d.C), todo mulçumano deve ser protetor dos cristãos. Será que eles sabem disso? A verdade é que os cristãos estão sendo morto sem nenhuma piedade. Em nome de quem? De Maomé? Se assim fosse não perseguiriam cristãos, mas tolerariam.

As missões cristãs precisam buscar a liberdade religiosa nesses países. Para isso, é preciso que haja uma pressão na consciência dos seguidores de Maomé. Não podemos aceitar a perseguição como algo normal, principalmente em países mulçumanos. As perseguições precisam dar lugar à tolerância. Isso está prescrito para todos os verdadeiros mulçumanos.

Quando Paulo esteve em Atenas, capital da Grécia seu coração se revoltou com a idolatria daquela cidade (Atos, 16:17). Como capital do conhecimento, onde muitos filósofos se reuniam para discutir os mais variados assuntos, ela guardava o Panteão – local onde era oferecido culto a todos os deuses. A mensagem do apóstolo foi considerada como sendo de um deus estranho. Ou seja, o Deus do evangelho pregado por ele não se identificava com os inúmeros deuses que os gregos cultuavam (v. 18).

A estratégia de Paulo para que a sua mensagem fosse ouvida começou com uma observação à religiosidade dos atenienses (v. 22). Ao invés de rechaçar o que aqueles homens criam, o apóstolo procurou uma brecha onde pudesse inserir a mensagem que levava. Daí pode-se aprender que o evangelismo não precisa começar com um confronto à religiosidade de outros povos. Os missionários precisam encontrar brechas que facilitem a pregação de sua mensagem. 

Assim como a religiosidade dos atenienses permitiu uma brecha a Paulo, precisamos buscar uma brecha na religiosidade dos mulçumanos. Entendendo melhor as suas regras poderemos criar uma reflexão que nos permita praticar e ensinar o cristianismo sem problemas. Portanto, peçamos a Deus sabedoria para fomentar uma reflexão profunda nos fundamentos do islamismo.

Um comentário:

  1. Caro irmão, Graça e paz!

    Gostaria que o irmão colocasse a fonte e o autor do artigo. Grato.

    Deus abençoe sempre essa comunidade.

    Rev. Leonardo Félix.
    http://criticasagrada.blogspot.com/

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